Foto: Inibioma/Divulgação
Coordenado pelo prof. Dr. Ulysses Albuquerque (UFPE) e financiado pelo CNPq, projeto investe na cooperação internacional para entender a complexidade e os impactos desiguais das mudanças ambientais globais
Fortalecendo laços para um futuro mais resiliente. A Rede Resiclima, iniciativa voltada à compreensão dos efeitos globais das mudanças climáticas em múltiplos níveis e contextos socioambientais, dá mais um importante passo em sua trajetória. Desde o início deste ano, a rede vem desenvolvendo um subprojeto trinacional que une esforços de pesquisadores do Brasil, México e Argentina em torno de uma questão urgente: os impactos das mudanças climáticas sobre populações vulneráveis, como povos indígenas, comunidades quilombolas e outros povos tradicionais.
Nesta quinta (3), integrantes da Resiclima concluíram uma valiosa etapa desse intercâmbio, em Bariloche, Argentina. Durante a semana, o encontro reuniu pesquisadores do El Instituto de Investigaciones en Biodiversidad y Medioambiente (INIBIOMA) e da rede.
Coordenado pelo professor Dr. Ulysses Paulino de Albuquerque, do Centro de Biociências da UFPE, e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto de intercâmbio científico aposta na cooperação internacional como chave para compreender a complexidade e os efeitos desiguais das transformações ambientais globais. Albuquerque é coordenador de Produção Científica da Resiclima.
Há pelo menos três meses, pesquisadores vinculados à Resiclima vêm trabalhando em parceria com cientistas do sul global em uma agenda conjunta que envolve o intercâmbio de estudantes e pesquisadores, a redação de artigos de divulgação científica e a coleta de dados.
A proposta busca aprofundar o entendimento sobre como diferentes grupos sociais, especialmente aqueles historicamente marginalizados, estão sendo afetados por eventos extremos, escassez de recursos naturais e outros efeitos relacionados às mudanças no clima.
Além de promover o diálogo entre diferentes contextos culturais e científicos, a iniciativa pretende construir caminhos concretos de justiça socioambiental, ao dar visibilidade aos saberes locais e às estratégias adaptativas dessas populações diante das mudanças em curso.
A cooperação trinacional reafirma o compromisso da Resiclima com uma ciência engajada, interdisciplinar e alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente no que diz respeito à ação contra a mudança global do clima e à redução das desigualdades.
Mais sobre a Rede: www.resiclima.com.br
Para a Rede Resiclima, enfrentar os efeitos da crise climática requer fortalecer sistemas alimentares diversos…
O que distingue a ciência da opinião pessoal? Embora todos tenhamos opiniões sobre diversos assuntos,…
A preservação da floresta amazônica é decisiva para garantir o acesso dos povos indígenas e…
Dividido em seis episódios, Metodologia Científica em Vídeo explica como a ciência produz conhecimento por…
Por Helena Pinto Lima, Museu Paraense Emílio Goeldi Já é de conhecimento de todos que…
Simulações foram feitas para Manaus e Florianópolis, regiões em que as habitações devem enfrentar aumento…